Sobre compras, Boxing Day e Quarta-feira!


FINALMENTE tirando a poeira daqui! Último post lançado foi dia 12 e foi só pra decidir qual seria o próximo assunto a comentar por aqui, decidi tudo através de uma enquete. Gostei disso! O resultado foi: com 56% das escolhas, quem saiu ganhando foi o post sobre compras! Atrás dele, com 24% ficou o post por vir (algum dia) sobre Quarto&stuff e em terceiro, com 19%, lugares em Londres que eu gosto e que as pessoas gostariam de conhecer/saber mais!

Desde a primeira semana de enquete quem saiu ganhando foi o assunto sobre compras que eu, e acho que todo mundo ama. Então pensei comigo, se esse assunto ganhar mesmo, vou esperar até o dia 26 pra postar no blog. O motivo? Não há dia melhor pra falar sobre compras, lojas ou tudo que envolva sacolas e roupas novas do que no famoso “BOXING DAY”. Essa semana me perguntaram o que era esse tal dia e eu expliquei que era tipo uma Black Friday, só que numa versão britânica e melhorada. Falei isso antes do dia acontecer, mas acertei em cheio. O Boxing Day acontece todo ano aqui em Londres (acontece também no Canadá, na Nova Zelândia e na Austrália) e começa sempre dia 26 de dezembro, sim, um dia depois do Natal. O Boxing day acreditem se quiser, é um feriado de origem medieval que para os religiosos, significa dia de St. Stephen, mas para os menos ligados, é o dia de aproveitar as liquidações nas principais lojas, que apresentam descontos de até 90% do preço original em roupas, eletrônicos e absolutamente todo o resto. Esse dia acaba durando uma semana e algumas vezes quando os estoques das lojas ainda não zeraram, vai até meio/final de Janeiro.

Pra mim, resumindo: no lugar certo, no dia certo haha.

Me pediram muito pra mostrar as compras que tenho feito por aqui por Londres durante todo esse tempo, só que não me senti muito a vontade pra abrir o guarda-roupa ou a mala e sair mostrando todas as aquisições, mas hoje resolvi abrir só uma brechinha e mostrar só algumas coisas resultantes do dia 26 na Oxford street e fazer algumas comparações.

Bom, quem lê aqui sabe que eu já falei da Oxford street inúmeras vezes, e vou falar de novo. Plena quarta de Boxing Day eu fui pra lá. Uma sorte? Os ônibus estavam funcionando, já que o Underground tava parado pelo feriado, o que causou um engarrafamento de ônibus + táxis + carros fora do normal, me fazendo levar mais de 45 minutos pra chegar onde eu queria. Quando cheguei, caí bem em cima da Office, acho que uma das lojas de sapatos mais conhecidas por aqui, tem em todo canto. O “70%” adesivado na vitrine, a chuva e minha paixão por sapatos me obrigaram a entrar nela.

Me impressionei com os preços por lá, tinha sapatilha linda por £7! Só não comprei porque não tinha meu tamanho. Nessa loja, a minha felicidade mesmo é parar em frente a parede de tênis, ah meu deus, é muito amor. Todos os Converse mais lindos do mundo, todos os Vans mais lindos do mundo e com edições especiais, todos os Perry mais lindos do mundo e todos os Lacoste mais lindos do mundo. Tive que me controlar muito pra não sair de lá com 5 sacolas de sapatos em mãos, já que eu ainda ia ter uma Oxford St todinha pela frente. E fiz certo! Comprei só um Vans que queria já fazia um tempinho e saí da loja. Depois dela foi a vez da Primark, logo ao lado e que tava um i-n-f-e-r-n-o de tão lotada. Bom, quem não conhece, vou resumir: Primark é a loja de departamento mais barata pra compras na Europa e tem muita muita coisa linda. Vende de tudo, sapatos, bolsas, todos os tipos de roupas e acessórios. Eu sempre que viajo, praticamente renovo meu guarda-roupa nela. Tem vezes que ainda prefiro ela do que a Zara ou H&M. Pra falar a verdade nem achei nada de interessante nessas duas. Mas aqui vai a dica: minhas lojas favoritas para roupas são Primark, Next, Topshop, Pull&Bear e Miss Selfridges. Todas são perfeitas, nem todas são tão baratas, mas estão sempre ao alcanço do nosso bolsinho brasileiro que costuma pagar uma fortuna numa pecinha que aqui custa o terço do preço. Entrar na Primark e passar algum tempo lá foi complicado, mas acho que valeu a pena. Sempre vale quando eu paro e faço as contas de quanto eu gastei. Costumo somar tudo e tentar transferir para o real. Sempre que faço isso penso “Gente, isso não é nem um terço do que eu gastaria no Brasil comprando tudo isso” e é sempre a mais pura verdade. No Brasil a gente acha que tem lojas de departamento legais e baratas, mas a gente acha isso só até conhecer as européias, que são boas, baratas e de qualidade.

Por exemplo, essas roupas daqui de cima foram algumas que saíram comigo de dentro da Primark. Na primeira, peças que comprei separadas por lá mas que acabaram virando um conjunto quando cheguei em casa. Na segunda foto, tá um vestidinho, uma das minhas compras favoritas. Nem costumo usar vestidos, mas quando vi esse não resisti! O preço? vou contar em segredo… £12.
Ouvi falar que quem converte não se diverte, mas essa teoria aí não atrapalha minha felicidade quando tô na Primark haha pelo contrário, sempre acabo rindo da conversão.
Pra mostrar mais o quanto é bom e barato fazer compras Londres, resolvi juntar alguns dos sapatos que comprei desde que cheguei por aqui.

Floral foi da Primark, antes tava por £7 mas comprei por £3. O rosinha foi da Topshop de £17 por £3, dá pra acreditar? O tênis Lacoste foi de £65 por £25. O de oncinha comprei por £28 um mês atrás, mas essa semana tava de £15 haha. Quem me conhece sabe a minha paixão por sapatos e principalmente tênis. Sempre falo pra minha mãe “Eu poderia ter só uma calça skinny e uma blusa social branca, mas eu queria ter um mundo de sapatos!”. Prefiro sapatos a roupas e isso é um problema quando se vive aqui em Londres, já que todo canto tem sapatos lindos por preços inacreditáveis.


A parte de sapatos das compras do dia 26 foram essas, o Vans que eu já comentei, comprado na Office, que eu tava atrás desde que fui ao show do Roger Waters em São Paulo no começo do ano e vi um cara usando. Preguei o olho e desejei desde então. Namoro com ele desde que cheguei aqui em Londres, que foi mais fácil de encontrar, mas acabei comprando mesmo só ontem, porque há umas 3 semanas atrás já tinha comprado um branco em couro, que eu precisava mais. O preço dos Vans aqui não mudam muito, são carinhos mesmo igual no Brasil, algumas vezes até um pouco mais, tem só que ter a sorte de algum dia encontrar eles em sale. A sapatilha vermelha é uma que eu também tava atrás há séculos no Brasil e nunca tinha encontrado uma simplezinha e confortável assim como essa que encontrei (também) na Primark, por £8!
Enfim, depois de sair da Primark foi a vez da Topshop, mas não me atrevi ficar lá por mais de 15 minutos. As roupas estavam baratas mesmo, mas só o que havia sobrado, e o lugar tava um formigueiro. Não rolou ficar por lá. Saí e fui direto pra Urban Outfitters, que eu também já falei por aqui pelo Blog o quanto eu a amo! A seção de livros que eu amo tava praticamente de graça, mas todos os livros que eu queria já tinham ido embora. Só que não deu tempo ficar triste, bastou dar 3 passos e ficar em frente a prateleira de Lomos. Como já falei, não sou fã, aliás, nunca tive uma, mas quarta-feira foi a minha vez de tentar mudar meus conceitos sobre o quão regressivo é ter uma lomo dessas. (Podem me julgar, é o que penso)
Encontrei a que eu achei linda e quis comprar desde a última vez que tinha passado pela loja. Não comprei de primeira porque era carinha e eu tava com medo de me arrepender, mas dessa vez não resisti, tava pela metade do preço. Comprei, nem tirei da caixa ainda, mas na pior das hipóteses, se eu não gostar, vai pra prateleira do meu quarto! De enfeite vai servir, porque linda ela é.

Enfim, pretendo fazer outro post sobre compras falando mais das lojas e o quanto vale a pena. Hoje foi mais voltado ao Boxing Day. Gostei muito e indico pra quem quer que passe o final de ano aqui. Vale os minutos de claustrofobia enfrentados dentro das lojas! Sem falar que acaba sendo divertido, a mulherada rindo pra não chorar, com 4923864 sacolas em mãos haha.
Próximo post vai ser sobre quarto, que muita gente vem pedindo desde o começo, mas se surgir algo em mente antes disso, postarei, já que agora finalmente tô com mais tempo livre. Continuem dando dicas e comentem se tiverem alguma dúvida. 🙂
Obrigada pelas mensagens carinhosas que tenho recebido pelo twitter e até no kik! (thaiste)

On the road – Sunday

“O pé na estrada eu vou botaar, que já tá na hora de irrrrr… Com um lindo horizonte e um céu azul, o que mais eu poderia pediirrr?”  ♪
Impossível falar sobre pegar estrada e não lembrar dessa música do Irmão Urso.

Sobre domingo, estrada, Bibury, casinhas, Oxford city, Stow-on-the-Wold, canecas, Stratford-Upon-Avon, Shakespeare birthplace, centro de londres, frio, pub e despedidas…

Nesse final de semana (domingo) finalmente fui na excursão que acabei perdendo semana passada, e só tenho uma (mentira, tenho um monte) coisa a dizer sobre isso: DEMAIS.
Logo pela manhã, as 7:20 (lê-se: ainda escuro) peguei o ônibus em direção a Oxford city (e outros), e a beleza da viagem começou logo nos primeiros quilômetros percorridos. Alguns poucos minutos de estrada fora de Londres já dava pra ver paisagens de encher os olhos d’água. Era tudo tão lindo que mesmo com o sono que eu tava, não consegui dormir. Não deu pra tirar muitas fotos também porque aqui nas estradas a gente chega a 120km/h brincando, ou seja, as fotos saíam todas borradas. Campos lindos e casas de campo maravilhosas só conseguiriam ficar mais bonitos ainda se tivéssemos com um céu azul e um arco-íris. Não demorou muito: o tempo começou a abrir, o sol apareceu um pouco e o restinho de chuva que ainda tinha formou um arco-íris gigante. Passei algum tempo pra acreditar no que eu tava vendo. Posso parecer besta, mas acho que a última vez que vi um arco-íris grande e lindo assim foi há uns 3 ou 4 anos. Na foto não dá pra ter noção alguma do lugar e da beleza de tudo, mas acho que já foi uma sorte grande ter conseguido tirar uma foto em que o arco com pote de ouro no final saísse visível o suficiente pra acreditarem em mim.

1 hora de estrada e chegamos em Bibury, primeira parada.

Ainda não achei um adjetivo que defina bem ou o suficiente o quão lindo e fofo esse lugar é. Não sei se esse lugar parece mais uma cidade de bonecas ou uma parte de Middle Earth. Parecia tudo de mentira, montado, plantações fakes e todo o resto, de tão inacreditável e aconchegante que a vila era. Difícil acreditar que tem gente que mora lá mesmo, que acorda com aquele visual e que vai dormir depois de jantar o que eles mesmos colheram. Mas ok, eu só acredito porque eu vi.

Não passei muito tempo lá, mas o lugar não é muito grande e as coisas seguem o mesmo padrão de beleza. Uns 25 minutos foram o suficiente pra tirar algumas fotos e nunca mais esquecer desse canto.

Mais algum tempo de estrada depois, foi a vez de Oxford.

Mais um lugar lindo, muita gente jovem e uma corrida de papai-noel. Cheguei lá e a primeira coisa que presenciei foi isso, umas 200 pessoas fantasiadas de papai noel e ajudantes de papai noel. Um tanto quanto diferente, deu pra rir um pouco, mas ok. Continuei o “tour” pela cidade e claro, também fiquei encantada. Conheci alguns estudantes e notei o quão orgulhosos eles são de estudarem lá só com uns 10 minutos de conversa. Quem não seria né? Lá estudo é coisa séria e foram precisos mais alguns minutos pra eu entender toda a burocracia que rola pra conseguir entrar lá. Não é qualquer um, not at all. Fiquei impressionada de ponta a ponta, desde a história da bata que eles usam ao meu tourzinho que a guia não parava de falar do Tolkien (<3). Uma coisa que eu não sabia e fiquei feliz em descobrir lá é que todo e qualquer livro publicado na Inglaterra, tem que ter o primeiro exemplar enviado para uma das maiores bibliotecas do mundo, a de lá, Bodleian Library. Ou seja, ela tem todos os livros que você um dia precisar e ainda a primeiro exemplar de todos os livros publicados em terras britânicas. E sim, exatamente, isso inclui todos os primeiros exemplares de escritos por JK Rowling, JRR Tolkien e C.S. Lewis. A guia mostrava tudo que era relacionado aos ” The Inklings”e toda vez que ela mencionava meu coracão disparava. Oxford foi berço de muita coisa que a gente gosta hoje em dia, realmente um paraíso para os amantes. Amei mesmo.

O frio que tava lá? de matar. Além dos 2 graus, qualquer lugar lá era corrente de vento. Não conseguia sentir os dedos, a ponta do nariz e nem as orelhas haha sofri mesmo. Uma blusa térmica, mais duas por cima, um sobre-tudo e botas não seguraram as pontas. Era quase um alívio quando entrava em lojas ou no ônibus. Mas enfim, antes frio do que calor né. Só mencionei isso porque tava complicado mesmo pra tirar as mãos do bolso e tirar mais fotos.

Próxima parada: Stow-on-the-Wold.
Parada de uma hora e meia pra dar uma volta pelas lojas e almoçar. Stow é uma cidadezinha ao redor de uma praça. Chegando lá dei de cara com a loja dos sonhos: uma loja SÓ de canecas. Socorro, passei praticamente todo o meu tempo de almoço só nela. Tinha uma seção do Toy Story, pelo amor de Deus gente. Me segurei MUITO pra não sair comprando uma de cada personagem, e consegui. Saí de mãos abanando (arrependimento sim ou claro?). Preciso parar com esse grande amor por canecas. Não tem mais lugar lugar na minha casa pra canecas. Eu tomo tudo nelas, até suco. Ah, e pra acabar comigo de vez, tinha uma seção só de canecas com pássaros estampados, a coisa mais linda do mundo. Dois amores juntos.

Pra almoçar, fui no localmente famoso “The Queen’s head”. Não sei se a minha pedida é que foi sem graça, ou se lá não tinha nada de demais mesmo.
Depois de Stow, a estrada era a caminho de Stratford-Upon-Avon, cidade em que Shakespeare nasceu. Como esperado, muito turista por lá, e com motivos. A casa onde Shakespeare nasceu e viveu parte de sua vida ainda tá lá, a própria. Claro que de original original mesmo o que sobrou é pouco, só fechaduras, alguns livros, baús, uma janela de vidro e outras coisinhas pequenas. Mas vale muito a pena visitar (óbvio, afinal um dos caras mais fodas do mundo nasceu e viveu lá né). Pode entrar na casa (só não pode tirar foto com flash ou tocar nas coisas), ouvir a história dele e da família dele contada por pessoas vestidas a caráter e ainda dá pra escolher uma obra de Shakespeare pra uns atores que trabalham lá encenarem (só um trecho, claro). Macbeth por exemplo, foi o mais escolhido. Foi rápido mas sei lá né, vai que absorvi um pouquinho da inteligência do cara haha. Fiquei feliz, o lugar é lindo, muito bem conservado, a história é muito bem contada e com certeza foi algo que eu nunca vou esquecer na vida. Dá até pra contar pros netinhos quando eles estiverem lendo o livrinho “Sonnets by Shakespeare” que eu comprei lá na lojinha oficial. Loja muito da carinha por sinal, mas não saí de mãos abanando. Comprei mais um bloquinho de notas pra mim e uma caixa de chocolates com quotes dele pra minha melhor amiga que assim como quase todos, também gosta e admira ele. Quem não?

Depois de todo o passeio turístico por lá, hora de voltar pra estrada. O caminho de volta é longo e o motorista falou que era melhor e mais bonito voltar antes do sol se pôr. Dito e feito, e o pôr do sol foi lindo como eu imaginei. 2 horas e meia depois de estrada. Lá estava eu: de volta ao centro de Londres. Crowded como era de se esperar, num domingo e no mês de natal. Todos resolveram fazer compras na mesma hora e lugar.

Só fui mesmo porque tinha o compromisso de encontrar com a Anna, uma das amigas mais próxima que fiz aqui, alemã que entrou comigo na Kaplan no mesmo dia, mas que veio pra passar menos tempo, então ia (foi) embora hoje (segunda). Combinamos de nos encontrar na Oxford Circus station e depois ir a algum pub por perto pra uma “despedida”. E assim também foi dito e feito. Demos umas voltas pela Oxford street e arredores, conversando e rindo de besteiras, eu, ela e um grupo de amigos procurando por um pub que não estivesse lotado e tivesse uma mesa grande o suficiente pro grupo todo ficar junto. Depois de umas voltas procurando, acabamos parando no “The green man pub”, que eu já conhecia e adoro. A pedida foi a mesma de sempre: hamburgão de de picanha com bacon e fritas. Gordo, mas vale a pena. Se alguém vier por Londres, tá indicado. Mesa lotada, muita conversa e algumas fotos. Espero um dia encontrar com a Anna de novo e ficar feliz em saber que ela conseguiu tudo que ela queria e tava indo atrás quando chegou aqui. 🙂

Depois de horas conversando, rindo, conhecendo gente nova e tirando fotos, hora de voltar pra estação e se despedir.
Dia foi puxado e eu não me sustentava mais em pé. Voltei pra casa e enfim pude descansar e falar com meus pais, tentando colocar em palavras o quão lindo eram os lugares que eu visitei. O dia valeu cada minuto e como sempre, consegui fechar com chave de ouro.
Enfim, é isso. Tô feliz por ter tido a oportunidade de ver tudo que vi e seria lindo se todos um dia tivessem a mesma, porque a beleza daquilo só é “acreditável” vendo.

Fotos: câmera pessoal e intagram (thaiste).