On the road – Sunday

“O pé na estrada eu vou botaar, que já tá na hora de irrrrr… Com um lindo horizonte e um céu azul, o que mais eu poderia pediirrr?”  ♪
Impossível falar sobre pegar estrada e não lembrar dessa música do Irmão Urso.

Sobre domingo, estrada, Bibury, casinhas, Oxford city, Stow-on-the-Wold, canecas, Stratford-Upon-Avon, Shakespeare birthplace, centro de londres, frio, pub e despedidas…

Nesse final de semana (domingo) finalmente fui na excursão que acabei perdendo semana passada, e só tenho uma (mentira, tenho um monte) coisa a dizer sobre isso: DEMAIS.
Logo pela manhã, as 7:20 (lê-se: ainda escuro) peguei o ônibus em direção a Oxford city (e outros), e a beleza da viagem começou logo nos primeiros quilômetros percorridos. Alguns poucos minutos de estrada fora de Londres já dava pra ver paisagens de encher os olhos d’água. Era tudo tão lindo que mesmo com o sono que eu tava, não consegui dormir. Não deu pra tirar muitas fotos também porque aqui nas estradas a gente chega a 120km/h brincando, ou seja, as fotos saíam todas borradas. Campos lindos e casas de campo maravilhosas só conseguiriam ficar mais bonitos ainda se tivéssemos com um céu azul e um arco-íris. Não demorou muito: o tempo começou a abrir, o sol apareceu um pouco e o restinho de chuva que ainda tinha formou um arco-íris gigante. Passei algum tempo pra acreditar no que eu tava vendo. Posso parecer besta, mas acho que a última vez que vi um arco-íris grande e lindo assim foi há uns 3 ou 4 anos. Na foto não dá pra ter noção alguma do lugar e da beleza de tudo, mas acho que já foi uma sorte grande ter conseguido tirar uma foto em que o arco com pote de ouro no final saísse visível o suficiente pra acreditarem em mim.

1 hora de estrada e chegamos em Bibury, primeira parada.

Ainda não achei um adjetivo que defina bem ou o suficiente o quão lindo e fofo esse lugar é. Não sei se esse lugar parece mais uma cidade de bonecas ou uma parte de Middle Earth. Parecia tudo de mentira, montado, plantações fakes e todo o resto, de tão inacreditável e aconchegante que a vila era. Difícil acreditar que tem gente que mora lá mesmo, que acorda com aquele visual e que vai dormir depois de jantar o que eles mesmos colheram. Mas ok, eu só acredito porque eu vi.

Não passei muito tempo lá, mas o lugar não é muito grande e as coisas seguem o mesmo padrão de beleza. Uns 25 minutos foram o suficiente pra tirar algumas fotos e nunca mais esquecer desse canto.

Mais algum tempo de estrada depois, foi a vez de Oxford.

Mais um lugar lindo, muita gente jovem e uma corrida de papai-noel. Cheguei lá e a primeira coisa que presenciei foi isso, umas 200 pessoas fantasiadas de papai noel e ajudantes de papai noel. Um tanto quanto diferente, deu pra rir um pouco, mas ok. Continuei o “tour” pela cidade e claro, também fiquei encantada. Conheci alguns estudantes e notei o quão orgulhosos eles são de estudarem lá só com uns 10 minutos de conversa. Quem não seria né? Lá estudo é coisa séria e foram precisos mais alguns minutos pra eu entender toda a burocracia que rola pra conseguir entrar lá. Não é qualquer um, not at all. Fiquei impressionada de ponta a ponta, desde a história da bata que eles usam ao meu tourzinho que a guia não parava de falar do Tolkien (<3). Uma coisa que eu não sabia e fiquei feliz em descobrir lá é que todo e qualquer livro publicado na Inglaterra, tem que ter o primeiro exemplar enviado para uma das maiores bibliotecas do mundo, a de lá, Bodleian Library. Ou seja, ela tem todos os livros que você um dia precisar e ainda a primeiro exemplar de todos os livros publicados em terras britânicas. E sim, exatamente, isso inclui todos os primeiros exemplares de escritos por JK Rowling, JRR Tolkien e C.S. Lewis. A guia mostrava tudo que era relacionado aos ” The Inklings”e toda vez que ela mencionava meu coracão disparava. Oxford foi berço de muita coisa que a gente gosta hoje em dia, realmente um paraíso para os amantes. Amei mesmo.

O frio que tava lá? de matar. Além dos 2 graus, qualquer lugar lá era corrente de vento. Não conseguia sentir os dedos, a ponta do nariz e nem as orelhas haha sofri mesmo. Uma blusa térmica, mais duas por cima, um sobre-tudo e botas não seguraram as pontas. Era quase um alívio quando entrava em lojas ou no ônibus. Mas enfim, antes frio do que calor né. Só mencionei isso porque tava complicado mesmo pra tirar as mãos do bolso e tirar mais fotos.

Próxima parada: Stow-on-the-Wold.
Parada de uma hora e meia pra dar uma volta pelas lojas e almoçar. Stow é uma cidadezinha ao redor de uma praça. Chegando lá dei de cara com a loja dos sonhos: uma loja SÓ de canecas. Socorro, passei praticamente todo o meu tempo de almoço só nela. Tinha uma seção do Toy Story, pelo amor de Deus gente. Me segurei MUITO pra não sair comprando uma de cada personagem, e consegui. Saí de mãos abanando (arrependimento sim ou claro?). Preciso parar com esse grande amor por canecas. Não tem mais lugar lugar na minha casa pra canecas. Eu tomo tudo nelas, até suco. Ah, e pra acabar comigo de vez, tinha uma seção só de canecas com pássaros estampados, a coisa mais linda do mundo. Dois amores juntos.

Pra almoçar, fui no localmente famoso “The Queen’s head”. Não sei se a minha pedida é que foi sem graça, ou se lá não tinha nada de demais mesmo.
Depois de Stow, a estrada era a caminho de Stratford-Upon-Avon, cidade em que Shakespeare nasceu. Como esperado, muito turista por lá, e com motivos. A casa onde Shakespeare nasceu e viveu parte de sua vida ainda tá lá, a própria. Claro que de original original mesmo o que sobrou é pouco, só fechaduras, alguns livros, baús, uma janela de vidro e outras coisinhas pequenas. Mas vale muito a pena visitar (óbvio, afinal um dos caras mais fodas do mundo nasceu e viveu lá né). Pode entrar na casa (só não pode tirar foto com flash ou tocar nas coisas), ouvir a história dele e da família dele contada por pessoas vestidas a caráter e ainda dá pra escolher uma obra de Shakespeare pra uns atores que trabalham lá encenarem (só um trecho, claro). Macbeth por exemplo, foi o mais escolhido. Foi rápido mas sei lá né, vai que absorvi um pouquinho da inteligência do cara haha. Fiquei feliz, o lugar é lindo, muito bem conservado, a história é muito bem contada e com certeza foi algo que eu nunca vou esquecer na vida. Dá até pra contar pros netinhos quando eles estiverem lendo o livrinho “Sonnets by Shakespeare” que eu comprei lá na lojinha oficial. Loja muito da carinha por sinal, mas não saí de mãos abanando. Comprei mais um bloquinho de notas pra mim e uma caixa de chocolates com quotes dele pra minha melhor amiga que assim como quase todos, também gosta e admira ele. Quem não?

Depois de todo o passeio turístico por lá, hora de voltar pra estrada. O caminho de volta é longo e o motorista falou que era melhor e mais bonito voltar antes do sol se pôr. Dito e feito, e o pôr do sol foi lindo como eu imaginei. 2 horas e meia depois de estrada. Lá estava eu: de volta ao centro de Londres. Crowded como era de se esperar, num domingo e no mês de natal. Todos resolveram fazer compras na mesma hora e lugar.

Só fui mesmo porque tinha o compromisso de encontrar com a Anna, uma das amigas mais próxima que fiz aqui, alemã que entrou comigo na Kaplan no mesmo dia, mas que veio pra passar menos tempo, então ia (foi) embora hoje (segunda). Combinamos de nos encontrar na Oxford Circus station e depois ir a algum pub por perto pra uma “despedida”. E assim também foi dito e feito. Demos umas voltas pela Oxford street e arredores, conversando e rindo de besteiras, eu, ela e um grupo de amigos procurando por um pub que não estivesse lotado e tivesse uma mesa grande o suficiente pro grupo todo ficar junto. Depois de umas voltas procurando, acabamos parando no “The green man pub”, que eu já conhecia e adoro. A pedida foi a mesma de sempre: hamburgão de de picanha com bacon e fritas. Gordo, mas vale a pena. Se alguém vier por Londres, tá indicado. Mesa lotada, muita conversa e algumas fotos. Espero um dia encontrar com a Anna de novo e ficar feliz em saber que ela conseguiu tudo que ela queria e tava indo atrás quando chegou aqui. 🙂

Depois de horas conversando, rindo, conhecendo gente nova e tirando fotos, hora de voltar pra estação e se despedir.
Dia foi puxado e eu não me sustentava mais em pé. Voltei pra casa e enfim pude descansar e falar com meus pais, tentando colocar em palavras o quão lindo eram os lugares que eu visitei. O dia valeu cada minuto e como sempre, consegui fechar com chave de ouro.
Enfim, é isso. Tô feliz por ter tido a oportunidade de ver tudo que vi e seria lindo se todos um dia tivessem a mesma, porque a beleza daquilo só é “acreditável” vendo.

Fotos: câmera pessoal e intagram (thaiste).

Young London


Depois de muito pedirem, resolvi falar sobre intercâmbio.
Não é nem que eu não queria falar disso, na verdade só não respondi antes todas as perguntas que fizeram porque eu sinceramente não entendia as dúvidas.
Tenho uma mania chata de achar que as pessoas vão agir igual a mim em certas situações e acho que foi isso que atrasou as mil respostas que respondem sobre agência, acomodação, why Londres and blablablá.
Eu, quando comecei com o interesse de estudar fora não esperei alguém vir me oferecer tudo de mãos beijadas. Eu fui atrás. Liguei pra uma agência, falei com o responsável pelos estudandes e ele sem eu pedir, me contou e mostrou todas as informações que eu precisava. Um leque de opções. Não vou mentir e dizer que fui tudo muito fácil. Não, é preciso um bom tempo pra decidir cada detalhe, algumas reuniões e uma big decisão pra tomar. Mas depois que você tem a certeza de pra onde você quer ir e o quanto você está disposta a pagar, o problema já tá resolvido em 50%.
Agora venhamos ao meu caso… Me perguntaram por qual agência eu vim e a resposta é: Experimento. Pra quem é de Fortaleza, ela é nova mesmo. Eu por exemplo, fui a primeira cliente (sério, fechei negócio e a loja nem tava aberta ainda, foi voto de confiança). E a agência recebeu mesmo meu selo de confiança e se pudesse, eu sairia indicando pra deus e o mundo. Pessoal lá cuida direitinho de mim haha.
Segunda pergunta mais lida: acomodação. Bom, eu tinha a opcão de ficar em residência estudantil, alugar um flat ou ficar em uma host-family. Eu escolhi a host-family e se tivesse que voltar atrás eu não mudaria minha escolha. Tive a sorte de cair numa família maravilhosa e numa casa linda . E a parte legal também é que eu não sou a única estudante de fora na casa, minha host-mother recebe até 3 estrangeiros, então a casa tá sempre cheia de gente e sotaques.

Sobre meu estudos: primeiro, tô fazendo curso de inglês na Kaplan Convent Garden. O meu primeiro mês é só curso normal, de conversação, pra colocar tudo que eu já sabia em prática e melhorar no que precisava. O segundo mês já é Business english, que acho que o nome já é auto-explicativo né? Já o terceiro mês, será de aulas preparativas para os testes TOEFL (Test Of English as a Foreign Language) e pro IELTS (International English Language Testing System) zzZZZzzzzZ.

Agora segundo, meu outros cursos. Bom, cursos da minha área (comunicação) eu vou fazer na University of the Arts of London (UAL). Vou fazer os cursos de layout e diagramação de revista, Product design, Creative writing e Set design for film and television.

Pra quem tiver interesse:  http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ToWLFz_s_AI

Enfim, qnquanto estiver fazendo esses cursos (que só começam em janeiro), vou ter meio “expediente” livre ou seja, vou começar um estágio. Já conheci uma pessoa que já me deu todas as dicas e informações pra isso, então assim será.

Sobre Londres, acho que nem sobra muito o que falar né? Quem conhece essa cidade dos deuses, não me pergunta por quê eu a escolhi. Pra quem não conhece, aos poucos eu mostro o quanto isso aqui é coisa de outro mundo.

Sobre o tempo (sim, recebi perguntas sobre o tempo), só tenho uma coisa a dizer sobre esse assunto nessa época do ano: frio. E outra, é o assunto que dá o que falar entre os britânicos. Eles estão falando sobre as previsões o t-e-m-p o-t-o-d-o. No metrô, na rua, em casa, na aula, no trabalho. Todo canto, toda hora, o tempo é assunto de muita conversa! Estranho, também acho, mas acaba virando impossivel não participar. Pra essa semana que vem por exemplo, já vi 4 previsões diferentes e nenhuma (diga-se de passagem) me agradou muito. Máxima de 7 graus pra semana intera, com tempo cinza, chuva, talvez neve e muito, muito vento, que é o que mata.

Enfim, falei disso tudo mais por desencargo de consciência, já que pediram tanto. Espero que tenha ajudado. Ah, e aos interessados em intercâmbio: vão atrás. Vale cada centavo e a experiência é única.

Ps. sou meio suspeita pra falar, já que amo viajar e independência, mas acho que é isso aí, vale tentar.

Fotos: todas tiradas do instagram mesmo (@thaiste)

I: Camden Town Market, Big Ben, Greenwich park, Hackney, Bethnal Green station.

II: Quarto (fileira), Kaplan, Underground.