Le Petit… Passion.

Porque não foi só gente que me ensinou a ter índole, educação, respeito, curiosidade e paciência. Muitas coisas vieram de muitos outros lugares. Não dá pra pensar nisso e não lembrar de uma das maiores paixões desse meu mundo. O Pequeno Príncipe é e sempre será a melhor e mais linda história do mundo, e que me fez parar pra pensar em muita coisa dessa vida, e que uma delas foi o sentido de tudo dela, através de alegorias, da criação de cenários que buscavam mostrar a estranheza dessa vida e o absurdo da essência humana, mostrou realmente muita coisa.

 Nas viagens, o pequeno príncipe se deparava com vaidoso que não tinha ninguém pra admirá-lo, com rei prepotente que não governava ninguém, com o acendedor de poste que cumpria a tarefa por motivo nenhum e tudo isso pra fazer a pergunta de qual o sentido da vida. Logo no comecinho, de uma maneira tão simples o pequeno príncipe mostrou como vemos o mundo de uma maneira tão superficial. simplesmente mostrando um desenho que não era o que todo mundo pensava que fosse, desenho esse que nos ensinou a ver além das aparências.

“Meu desenho não era um chapéu. Era uma jibóia digerindo um elefante. Eu, então, desenhei o interior da jibóia para que os adultos pudessem entender. Eles precisam de explicações…”

Havia o rei que pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Havia o homem de negócios que se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo pra sonhar. Tinha também o bêbado que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo que se dizia sábio mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem me mostrava o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensinou ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”   

Exupéry me mostrou a profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós acabamos nos entregando a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que somos.

                          

Colocando o Princepezinho na viagem pelos planetas do universo e encontrando diversos tipos de pessoas, mostrou também que todas representam a dificuldade de se encarar a vida como um adulto, apontando que cada um destes personagens condiz ao homem moderno: o viciado em trabalho, em poder, dinheiro, bebida e conhecimento. E, diante das considerações dessa narrativa, foi possível compreender como, com o passar do tempo, deixamos de ver as coisas com os olhos de uma criança, e nos tornamos extremamente complexos e “estranhos”, como diz o príncipe, que faz dessa obra, uma obra de Exupéry que expõe grandes ensinamentos da vida por meio das percepções de uma criança, e tem o incrível poder de fazer os adultos lembrarem-se da mágica e inocência da época de infância.

   Claro que as interpretações sobre o livro são inúmeras, uma vez que cada pessoa observa o enredo e as morais de acordo com seu íntimo. Porém, a opinião comum a todos é a de que se trata de uma linda, fofa e valiosa obra para a literatura mundial e que vale mais do que a pena ser lida, contemplada, babada e amada.
Por meio de toda essa narrativazinha poética, o livro apresenta uma visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, reencontrando a criança de cada um de nós.
‎” Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry

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